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domingo, 1 de novembro de 2009

Do Mar

chegara, então, o esperado dia
onde me falava como o mar estava mais azul naquele verão
e como formava uma unidade perfeita com o céu.
falou o porquê das coisas terem tomado aquele caminho.
dizia tanto, parecia atônito.

eu perdido em minhas emoções
não conseguia ouvi-lo.
a tanto tempo... a idealização, a ilusão e a desilução.
agora a perda, lembrava com certo medo.
sabia que era escravo do seu comportamento
idílico, intemperado.

naqueles meses, tantas perguntas.
aquele amor que prometera,
o que havia feito de errado,
as perguntas e respostas,
tudo que foi dito e feito.
a penumbra e aquele céu fechado.

tinha mudado.
lembrava diariamente daquelas palavras pesadas:
"o mundo não é um conto de fadas".
foi à força. a dor de cabeça me acizentava os dias.
tinha tentado tudo, era aquele o meu jeito.

não conseguia prestar atenção no que dizia.
pensava que faltava esforço e que sobrava confusão
pra mim que tinha agido só com amor.

olhei pro céu e pro mar,
a essa hora já havia entardecido,
as nuvens tomaram o lugar.


e as ondas do mar apagaram qualquer vestígio de nós dois.

domingo, 29 de março de 2009

Do dia e noite

e a lua sorriu
o dia chorou
a casa limpou


e ele desejou...

quarta-feira, 25 de março de 2009

Da escuridão

Como uma sombra
vago pela cidade
de errantes fantasmas

Alta noite e ia
em meus pensamentos
absorto


 Do meu único, a procura.

terça-feira, 17 de março de 2009

Das motivações

as vezes, pasmo, fica inerte
a essa objetividade,
num almejo de zelo dele.

sem abrir os olhos,
apoio, ouvidos e braços.

não se cobra nada
para não a falsa ilusão
de que vem, sinceramente,
do coração...


insensata razão, desculpa.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Dos acontecimentos

Músicas têm falado mais ultimamente. 
Ou melhor, sempre.

Parecia impossível.
Brandas, as respostas, poucas.
Curto, o tempo, indiferente.


Eu não quero mais brigar. 

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Do alvorecer

“Every man is more than just himself;
he also represents the unique, the very special
and always significant and remarkable point
at which the world's phenomena intersect,
only once in this way, and never again”

Herman Hesse


Insomnia's Preludy.

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Da sequência II

Mr. Afraid of Anything but Heights have already said
We as thou should not be afraid of death


But of thee, society, that scares.