quinta-feira, 26 de agosto de 2010
domingo, 1 de novembro de 2009
Do Mar
onde me falava como o mar estava mais azul naquele verão
e como formava uma unidade perfeita com o céu.
falou o porquê das coisas terem tomado aquele caminho.
dizia tanto, parecia atônito.
eu perdido em minhas emoções
não conseguia ouvi-lo.
a tanto tempo... a idealização, a ilusão e a desilução.
agora a perda, lembrava com certo medo.
sabia que era escravo do seu comportamento
idílico, intemperado.
naqueles meses, tantas perguntas.
aquele amor que prometera,
o que havia feito de errado,
as perguntas e respostas,
tudo que foi dito e feito.
a penumbra e aquele céu fechado.
tinha mudado.
lembrava diariamente daquelas palavras pesadas:
"o mundo não é um conto de fadas".
foi à força. a dor de cabeça me acizentava os dias.
tinha tentado tudo, era aquele o meu jeito.
não conseguia prestar atenção no que dizia.
pensava que faltava esforço e que sobrava confusão
pra mim que tinha agido só com amor.
olhei pro céu e pro mar,
a essa hora já havia entardecido,
as nuvens tomaram o lugar.

e as ondas do mar apagaram qualquer vestígio de nós dois.
terça-feira, 31 de março de 2009
Dos três pedidos
era a síntese daquela amizade
diriam descabida.
àquela altura estava perplexo.
pensava em cores.
foram três, em ascenção:
das realizações,
da felicidade,
e do reencontro.
no fortúnio,
era de se já pensar.
talvez fatal, pensou.

nós vamos nos reencontrar, rezou.
domingo, 29 de março de 2009
quarta-feira, 25 de março de 2009
Da escuridão
Como uma sombra
vago pela cidade
de errantes fantasmas
Alta noite e ia
em meus pensamentos
absorto

terça-feira, 17 de março de 2009
Das motivações
as vezes, pasmo, fica inerte
a essa objetividade,
num almejo de zelo dele.
sem abrir os olhos,
apoio, ouvidos e braços.
não se cobra nada
para não a falsa ilusão
de que vem, sinceramente,
do coração...

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009
Do final (ou da sequência V)
Mr. Fortune found from above
A piece of delightful love
And rested in peace, he did.
he was happy ever and ever.
and wished it could last further and after.
segunda-feira, 5 de janeiro de 2009
Do desafio
Pure. Raw. Explosive pleasure.
Better than drugs
Better than smack!
Better than a dope-coke-crack-fix-shit-shoot-sniff-ganja-marijuana-blotter-acid-ecstasy!
Better than sex, head, sixty-nine, orgies, masturbation, orgasm, Kama-Sutra or Thai-doggy-style!
Better than banana milkshakes!
Better than George Lucas' trilogy, the Muppets and 2001!
Better than Emma Peel, Marilyn and Cindy Crawford's beauty spot!
The B-side of Abbey Road, Hendrix, the first man on the moon!
Space mountain, Santa Claus
Bill Gates' fortune, the Dalai Lama, Lazarus raised from the dead!
Schwarzenegger's testosterone shots, Pamela Anderson's lips!
Woodstock, rave parties, Sade, Rimbaud, Morrison and Castaneda!
Better than freedom, better than life.





terça-feira, 16 de dezembro de 2008
Da sequência IV
Mr. Dreamer had a sort of dream.
He looked on his beloved rabbit.
Holded it with warm hands, he did.
Wasn't it reality?
sábado, 13 de dezembro de 2008
Da sequência III
Mr. Sunken came up.
Found a piece of delight moment.
And could fly.
Wasn't it a dream?
sexta-feira, 12 de dezembro de 2008
Dos acontecimentos
Músicas têm falado mais ultimamente.
Ou melhor, sempre.
Parecia impossível.
Brandas, as respostas, poucas.
Curto, o tempo, indiferente.
Eu não quero mais brigar.
sexta-feira, 5 de dezembro de 2008
Do alvorecer
“Every man is more than just himself;
he also represents the unique, the very special
and always significant and remarkable point
at which the world's phenomena intersect,
only once in this way, and never again”
Herman Hesse

Insomnia's Preludy.
quarta-feira, 19 de novembro de 2008
Da sequência II
Mr. Afraid of Anything but Heights have already said
We as thou should not be afraid of death
domingo, 16 de novembro de 2008
Do diálogo
a vontade era de poder te abraçar e dizer todas aquelas sentimentalidades.
que tentaria a amizade, mesmo me encontrando em cada olhar perdido teu.
que o delírio é sublime em uma gama de sentimentos superiormente interessantes.
imaginando teus suspiros, contrariando toda a verdade,
e os quase-beijo, mais intensos do que uma alma em êxtase.
sentir teu sorriso menino em um estado infinitamente superior,
lembrar teus lábios e ter a certeza que és muito mais do que se vê.
depois de tudo, poder te olhar e dizer: claro, podemos ser amigos.
e tudo voltaria a ser desejo.
terça-feira, 11 de novembro de 2008
Dos amores, vontades e pecados
E então ele olhou para aquele momento e sem pensar outra vez disse sim.
Impulsivo, culpava sua falta de memória e a impossibilidade de lembrar dos pequenos fatos casuais.
- Daqui a pouco vai acabar...
- Eu sei.
- E o que fazemos?
- Aproveitamos!
Saiu dali querendo lembrar-se por um instante, e lembrou...

Fácil é ouvir a música que toca. Difícil é ouvir a sua consciência. Acenando o tempo todo, mostrando nossas escolhas erradas.
Carlos Drummond de Andrade.
sexta-feira, 7 de novembro de 2008
Da coletividade
Voltou-se a si e logo disparou. "Largue de ser egocêntrico", pensava alto.
Ego. Essa era a palavra do dia. Talvez pudesse renomear para indiferença ou a grande falta, mas restringiria seu significado. Pudera, estava cansado das pessoas e dos diversos pequenos fatos cotidianos. De tanto tédio e preguiça começava a elencar seus problemas e agonias para outros. Ninguém dava crédito. Problema todo mundo tinha e os expunham por rotina. "Eu não entendo", dizia ele, como um brado em tom de prece que ecoava na alma e o distanciava de toda e qualquer semelhança, mas isso era somente dele e assim o mantinha. Num dado momento percebeu que precisava de um pouco de ar fresco e de um copo de café amargo. Saiu.
No fim lembrou-se. Era um deles. E isso o matava...
quinta-feira, 6 de novembro de 2008
Do desencontro
"Quem é você?". Perguntou. "O que é você?".
Procurou atentamente, parecia impossível.
"Quem sou eu?". Fixou seu olhar a sua imagem.
"Você nada mais é do que se vê. Não é o que se é, mas o que acham".
Já não sabia se era ele, ou se o outro que dizia.
Nesse instante levitou. Tentou agarrar-se a algo, mas já era tarde.
Perdeu-se.
terça-feira, 4 de novembro de 2008
domingo, 2 de novembro de 2008
Da tautologia
quinta-feira, 30 de outubro de 2008
Do encontro
via o mar em seu olhar.
e nesse mar via o mundo.
era (n)ele, o mar, o olhar e o mundo.


