as vezes, pasmo, fica inerte
a essa objetividade,
num almejo de zelo dele.
sem abrir os olhos,
apoio, ouvidos e braços.
não se cobra nada
para não a falsa ilusão
de que vem, sinceramente,
do coração...

as vezes, pasmo, fica inerte
a essa objetividade,
num almejo de zelo dele.
sem abrir os olhos,
apoio, ouvidos e braços.
não se cobra nada
para não a falsa ilusão
de que vem, sinceramente,
do coração...

Mr. Dreamer had a sort of dream.
He looked on his beloved rabbit.
Holded it with warm hands, he did.
Mr. Afraid of Anything but Heights have already said
We as thou should not be afraid of death
Voltou-se a si e logo disparou. "Largue de ser egocêntrico", pensava alto.
Ego. Essa era a palavra do dia. Talvez pudesse renomear para indiferença ou a grande falta, mas restringiria seu significado. Pudera, estava cansado das pessoas e dos diversos pequenos fatos cotidianos. De tanto tédio e preguiça começava a elencar seus problemas e agonias para outros. Ninguém dava crédito. Problema todo mundo tinha e os expunham por rotina. "Eu não entendo", dizia ele, como um brado em tom de prece que ecoava na alma e o distanciava de toda e qualquer semelhança, mas isso era somente dele e assim o mantinha. Num dado momento percebeu que precisava de um pouco de ar fresco e de um copo de café amargo. Saiu.
No fim lembrou-se. Era um deles. E isso o matava...
"Quem é você?". Perguntou. "O que é você?".
Procurou atentamente, parecia impossível.
"Quem sou eu?". Fixou seu olhar a sua imagem.
"Você nada mais é do que se vê. Não é o que se é, mas o que acham".
Já não sabia se era ele, ou se o outro que dizia.
Nesse instante levitou. Tentou agarrar-se a algo, mas já era tarde.
Perdeu-se.
poderia numa sexta,
ouvir do caótico a tecnologia
em um pub, beira de esquina;
n'outro, ler poesia,
divagar a ritmia,
a risca, letra e música;
não chegaria a consenso.
certamente resumiria
em palavras espaçadas:
essa luta essencial
entre uma personalidade tímida
e um anseio de absoluto.